70% dos funcionários dos Correios aderem á greve e param atividades em 16 cidade, no Piauí

Após aprovação da greve por tempo indeterminado, os servidores dos Correios no Piauí chegam a paralisar totalmente as atividades em 16 cidades do interior, a partir desta quarta-feira (11/09). No estado, apenas 30% da categoria ainda trabalha, conforme o Sindicato informou ao OitoMeia. O movimento dos trabalhadores é nacional e eles pedem o reajuste salarial de 0,8%. Além disso, os trabalhadores protestam contra a privatização da estatal.

70% dos servidores do Correios paralisa no Piauí (Foto: Reprodução)

Segundo o assessoria de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Piauí (Sintect-PI), as cidades que já aderiram completamente a greve nacional no Piauí são:

  1. Parnaíba
  2. Luís Correia
  3. Floriano
  4. Picos
  5. Joaquim Pires
  6. São Francisco de Assis
  7. Lagoa do Barro
  8. Queimada Nova
  9. Nova Santa Rita
  10. Sebastião Leal
  11. Caridade
  12. Jurema
  13. Itainópoles
  14. São João do Piauí
  15. Padre Lourentino
  16. Campo Alegre

Os trabalhadores querem também a reconsideração quanto à retirada de pais e mães do plano de saúde, melhores condições de trabalho e outros benefícios já conquistados que foram comprometidos, como ticket de alimentação, vale refeição, adicional noturno, segundo o Sintect.

O sindicato também alega que o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), deveria ser acordado e assinado entre Empresa e a representação dos trabalhadores (Sindicatos/Federação), deveriam ser discutindo há dois meses, porém, a empresa inflexível a proposta da categoria de que os benefícios sejam mantidos.

O QUE O CORREIOS DIZ

Em nota, o Correios classificou a ação dos servidores como uma “paralisação parcial” e afirmou que no Piauí, 86,68% dos empregados estão trabalhando normalmente.

A empresa pontuou que iniciou um Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população: medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas.

Em respostas a demanda dos direitos trabalhistas dos servidores, a empresa contrapôs que as federações “expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa”.

“Vale ressaltar que, neste momento, um movimento dessa natureza agrava ainda mais a combalida situação econômica da estatal. Por essa razão, os Correios contam com a compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira”, criticou a empresa o movimento dos trabalhadores.

Fonte: OitoMeia

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