Alunos de escola pública denunciam falta de ar condicionado nas salas de aula

Alunos do Centro de Educação Profissional (CEEP) Professor Ruy Leite Berger Filho, no bairro Alto da Ressurreição, Zona Sudeste de Teresina, denunciam a falta de ar condicionado nas salas de aula. Os estudantes relataram ao G1 que apenas um ventilador de parede é utilizado em uma sala com cerca de 45 alunos.

Procurada, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) comunicou, por meio da assessoria, que iria verificar a situação, mas até a publicação desta matéria a Seduc não prestou mais esclarecimentos.

Em vídeo gravado pelos estudantes, a aluna Maria Fernanda, 16 anos, que cursa o 2º ano do ensino médio na escola, relata a situação. “Venho aqui apelar porque aqui não tem ar condicionado e o governo não manda. Aqui estamos em uma situação extremamente precária. Só temos um ventilador que funciona”, disse.

A estudante contou que alguns alunos sentam próximo às janelas para tentar aliviar o calor com o vento, mas que o sol bate diretamente neles. “A gente passa mal e os professores também. Como é que a gente vai estudar desse jeito se os professores não aguentam dar aula e os alunos não aguentam estudar com todo esse calor?”, questiona.

Alunos relatam que sala tem apenas um ventilador de parede — Foto: Arquivo Pessoal/Maria FernandaAlunos relatam que sala tem apenas um ventilador de parede — Foto: Arquivo Pessoal/Maria Fernanda

Alunos relatam que sala tem apenas um ventilador de parede — Foto: Arquivo Pessoal/Maria Fernanda

Maria Fernanda contou que as circunstâncias pioraram após terem fechado os cobogós (entradas de ar) que possibilitavam mais ventilação na sala. “Disseram que iam tampar para colocar o ar condicionado, isso foi no início do ano e nunca colocaram, desde então o calor está bem pior”, lamentou a aluna.

O pai da aluna está preocupado que a situação prejudique o rendimento escolar da filha. “Ela me contou a situação e eu fico com medo de prejudicar a educação dela. Ficamos até receosos de deixá-la nessa escola devido a essas condições precárias que o colégio se encontra”, declarou Francisco Abreu.

G1 PI

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