Economia Fácil explica como vai funcionar a criptomoeda do Facebook

O anúncio da criação da libra, a criptomoeda própria do Facebook, tem atraído a atenção de milhões de investidores e aumentado a curiosidade sobre as moedas digitais.

Mas, primeiro de tudo, é bom deixar bem claro que, apesar do nome, a libra do Facebook nada tem a ver com a moeda oficial do reino unido – são libras diferentes.

O que se sabe até agora é que a libra poderá ser usada em transações financeiras pela internet, e que isso facilitará a vida de mais de um bilhão de pessoas que não têm contas bancárias nem acesso a serviços financeiros, mas têm smartphones.

Bom, essa é a justificativa social da moeda, mas a intenção mesmo é impulsionar o comércio de produtos dentro das redes sociais comandadas por Mark Zuckerberg, que são o Facebook, o Instagram e o Whatsapp.

A novidade em relação a outras criptomoedas, como a bitcoin, é que o valor da libra promete não flutuar de forma tão agressiva, ou seja, não vai oscilar tão rapidamente.

Só pra dar um exemplo, a bitcoin perdeu 80% de seu valor no ano passado. De US$ 20 mil caiu para US$ 3,8 mil. Nesse ano, no entanto, já valorizou 150%. No início de setembro, valia US$ 9.600, cerca de R$ 40 mil.

É muito dinheiro, mas você não precisa comprar uma unidade toda, pode comprar apenas frações da moeda. É preciso, no entanto, ter calma. Muita cautela antes de investir!

Não há garantia de mercado, não há como predizer o quanto a bitcoin valerá na próxima semana, nem mesmo o quanto vai valer amanhã. Não existem entidades encarregadas de sustentar a cotação dela no mercado internacional.

Já no caso da libra, a baixa oscilação será possível porque a moeda terá seu valor indexado a títulos de países de primeiro mundo, como os Estados Unidos e a Inglaterra. Isso, porém, não significa que a moeda será totalmente estável, portanto há riscos de você perder dinheiro.

Nos planos do Facebook, a libra poderá ser uma moeda usada tanto em transações virtuais como em compras físicas, isso é outra novidade importante porque a bitcoin, com mais de uma década de existência, ainda não conseguiu passar para essa fase.

A libra vem com o desafio de ser seja uma alternativa aos cartões de crédito e ao dinheiro físico. Essa facilidade da libra também deve resolver outro problema, que é a maior dificuldade dos investidores em moedas digitais. A quantidade de empresa que aceitam criptomoedas ainda é pequena.

Para investir em criptomoedas é preciso fazer uma conta numa exchange, que são casas de câmbio específicas de criptomoedas. Essas moedas virtuais são guardadas em uma carteira também virtual. Não existe dinheiro físico na jogada, e em toda compra é mantida no anonimato a identidade do comprador e do vendedor. Você pode enviar e receber qualquer quantia de qualquer lugar do mundo.

Interessante, não é? Mas, é muito importante entender que as criptomoedas são investimentos de risco, portanto, é fundamental que você estude bem, analise as oscilações dos últimos meses e não invista todo seu patrimônio, apesar de ser muito tentador.

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