Guedes cria grupo de trabalho para rediscutir reforma tributária, diz Abimaq

Diante da resistência de empresários à reestruturação do IR (Imposto de Renda), o Ministério da Economia decidiu criar um grupo de trabalho com representantes do setor produtivo e do Congresso para rediscutir as propostas de reforma tributária. A informação é do presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), José Velloso, que participou de reunião com o ministro Paulo Guedes (Economia) nesta sexta-feira (9).
Segundo ele, o próprio ministro solicitou o encontro com os representantes da Coalizão da Indústria e propôs a criação do comitê.

Velloso afirma que já havia a ideia de formar o grupo para debater a primeira fase da reforma do governo, que já está no Congresso e cria a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Agora, o projeto da reforma do Imposto de Renda também entrará em discussão.

O colegiado será coordenado pelo assessor especial de Guedes para a reforma tributária Isaías Coelho e terá a participação de membros da Receita Federal e do Congresso. Pela Coalizão da Indústria, estarão Velloso, José Ricardo Roriz (Abiplast) e Marco polo Lopes (Aço Brasil). “O conceito da reforma está correto, diminuir o imposto das empresas e tributar dividendos. É o que o mundo faz. O problema é que a Receita colocou coisas que não eram necessárias”, disse o presidente da Abimaq à reportagem.

De acordo com Velloso, a ideia é chegar a um acordo com o governo para viabilizar um corte mais intenso do IR das empresas. O texto enviado ao Congresso promove uma redução de 5 pontos percentuais na alíquota, sendo 2,5 pontos no primeiro ano e 2,5 no segundo. “A soma das medidas tem que ser equilibrada com a carga total de hoje. Do jeito que estava, aumentaria a carga”, afirmou.

A Coalizão da Indústria defende a revisão de regras que alteram a tributação sobre companhias com atuação no exterior e sobre circulação de recursos entre empresas do mesmo grupo.

Para Velloso, também é importante ampliar a faixa de isenção do IR da pessoa física. No texto do governo, a isenção passou de R$ 1,9 mil para R$ 2,5 mil.
Segundo ele, Guedes pediu pressa para que o grupo apresente uma proposta no máximo até o retorno do recesso legislativo, em agosto. Para ele, no entanto, o trabalho deveria durar de 30 a 60 dias.

Fonte: Folha Press

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