Piauí confirma primeira morte por Febre do Nilo Ocidental no Brasil

Uma pessoa morreu em decorrência da Febre do Nilo Ocidental em Piripiri (a 180 km de Teresina), devido a evolução da doença. A morte ocorreu em 2017, mas foi confirmada somente agora, segundo apurou a TV Cidade Verde.

Outro dois casos da doença foram registrados também no Piauí. Um em 2014, em um vaqueiro de 52 anos de Aroeiras do Itaim, que foi internado na UTI à época após apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, paralisia nos braços e pernas, confusão mental e rigidez na nuca.

E outro caso em 2017, que também só foi comprovado no início deste ano, de uma jovem de 23 anos, que sofreu um quadro de paralisia muscular flácida aguda em Picos.

A febre do Nilo Ocidental é uma infecção causada por um vírus e transmitida por meio da picada de mosquitos comuns, principalmente do gênero Culex. A doença é originária do Egito, norte da África, e cerca de 80% dos casos em humanos não apresentam sintomas. Em 20% dos casos, há sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, fadiga, dores de cabeça, nos músculos ou articulações. Mas em menos de 1% dos humanos infectados ficam gravemente doentes, sendo que a maioria dos casos graves acomete idosos.

A Secretaria de Saúde do Piauí foi procurada para falar sobre o assunto, mas ainda não  se manifestou.

Doença
A FNO é uma arbovirose causada pelo Vírus do Nilo Ocidental (VNO), cuja transmissão aos seres humanos ocorre principalmente através da picada de mosquitos do gênero Culex (muriçoca, pernilongo comum). O mosquito Aedes albopictus também é considerado um vetor potencial.

Transmissão
A transmissão da doença é feita através de mosquitos tipo Culex, que um vez infectados com o vírus acabam picando e contaminando animais como equinos, aves e seres humanos. Os animais são hospedeiros da doença contaminando assim outros mosquitos. O superintendente ressalta que o homem é hospedeiro terminal.

Sintomas
Os principais sintomas são a febre alta, dores de cabeça. Doença de notificação compulsória imediata (em até 24h) em todo o território nacional, desde 2006, a Febre do Nilo afeta o sistema neurológico e manifesta-se na forma de encefalite, paralisia flácida aguda ou meningite asséptica, podendo levar à morte em 10% dos casos ou deixar sequelas neurológicas em significativa proporção dos sobreviventes.

Caroline Oliveira
Com informações do Notícia da Manhã
redacao@cidadeverde.com

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