Presos usavam “vara de pescar” para furtar envelopes de caixas eletrônicos

Os suspeitos presos por furtarem envelopes bancários de dentro de caixas eletrônicos, neste domingo (10), teriam praticado o crime em cinco agências bancárias em Teresina. Segundo o coordenador do Greco, delegado Tales Gomes,   o grupo se utilizava de uma modalidade nova no Piauí chamada de “pescaria” no qual improvisavam uma ferramenta com placas de madeira, aço e fita adesiva para “pescar”  os depósitos de dentro dos terminais de autoatendimento.

Na capital, os suspeitos estiveram nas agências do Banco do Brasil da 13 de Maio, Marquês, São Cristóvão, Piçarra e Nova Ceasa, onde foram presos na manhã de ontem (10).

O coordenador do Greco ressalta que o grupo veio de São Paulo para Teresina de avião no último sábado  (09).

“Três vieram de São Paulo e dois são do Maranhão, sendo que um desses [Charles] já mora em Teresina. É um empresário, dono de um restaurante na Avenida Miguel Rosa e foi responsável por toda a logística, desde dar casa pra eles ficarem, até dirigir o carro”, explica Tales Gomes.

Os suspeitos foram identificados como Gabriel Amaral dos Santos Silva , vulgo “Neymar”, Rogério Mesquita Batista  e Hellen Fabíola Pereira dos Santos. Todos são naturais de São Paulo. Também foram presos Francisco Charles de Castro Pereira e Samuel Silva Filho. Estes são naturais do Maranhão.

“O Gabriel se autointitula Neymar porque diz que é um craque nessa modalidade de pescaria de envelope. Ele veio de São Paulo com passagem paga para cometer esses crimes em Teresina. Em 30 segundos pesca um envelope e diz que, se nada der errado, consegue em média R$ 28 mil em um dia. Ele também confessou que já conseguiu meio milhão de reais praticando esse crime pelo país”, disse Daniell Pires, presidente do inquérito policial.

Com os suspeitos foram apreendidos cinco “varas de pescar”, bem como material para fabricação, envelopes, dinheiro e cartões de crédito.

Além de furto qualificado, os suspeitos foram autuados corrupção ativa por tentarem subordar policiais do Greco com R$ 2 mil,  dinheiro que havia sido furtado dos envelopes bancários.

“Eles ofereceram esse dinheiro para não serem presos. Ofereceram dinheiro e disseram que queriam conversar. Isso é impraticável e inaceitável na nossa unidade. Os policiais reforçaram a voz de prisão e acrescentaram o crime de corrupção ativa”, acrescenta o coordenador do Greco.

Foto: Graciane Sousa/Cidadeverde.com

Ele orienta que o clientes lesados procurem suas agências bancárias.

Flash Graciane Sousa
redacao@cidadeverde.com 

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