Queda de paraquedas, banheiro e facada: veja histórico médico de Bolsonaro – Obstrução intestinal

presidente Jair Bolsonaro (sem partido) passou por uma série de exames no HFA (Hospital das Forças Armadas), em Brasília, na manhã de hoje (14), para descobrir as causas de seus soluços intermitentes e de um mal-estar. 

Após a constatação de uma obstrução intestinal, ele foi transferido para São Paulo. Além de um atentado à faca que sofreu na campanha presidencial de 2018, ele passou por diversas cirurgias nos últimos anos, se recuperou de covid-19 e teve de uma queda no banheiro. Antes, passou por um acidente de paraquedas que quase lhe custou a vida na década de 1980.

Ainda militar da ativa, Bolsonaro sofreu um grave acidente ao pular de paraquedas nos anos 1980. Em seu livro “Bolsonaro: o homem que peitou o Exército e desafia a democracia”, o escritor Clóvis Saint-Clair escreve que o hoje presidente perdeu o controle de seu equipamento e caiu de uma altura de oito metros em plena Avenida das Américas, uma das mais movimentadas da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Bolsonaro, que participava de um curso de salto da Brigada Paraquedista, só parou quando se chocou contra um muro, quebrando os braços e as pernas. Em março do ano passado, o presidente lembrou do acidente ao discursar para atletas em um evento oficial. “Eu lembro de um salto na Brigada Paraquedista em que quebrei os quatro membros. Quando dei um salto e quebrei os dois braços, tudo bem. Agora as duas pernas? Foi quando fui apresentado ao astrágalo, um osso da região do calcanhar. Deixei de ser atleta. Sofri muito com aquilo”, disse.

Trinta anos depois, Bolsonaro foi esfaqueado em 6 de setembro de 2018, enquanto era levado nos ombros por simpatizantes durante sua campanha presidencial no centro de Juiz de Fora (MG). O então deputado foi levado às pressas para a Santa Casa de Misericórdia da cidade, e um ultrassom indicou a necessidade de uma cirurgia.

Seria apenas a primeira. No dia seguinte, uma fotografia compartilhada por um pastor viralizou nas redes sociais. Na imagem, o então candidato está rodeado por evangélicos que fazem uma oração por sua região abdominal.

Quarenta e oito horas depois da operação de emergência, Bolsonaro foi levado para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde seria submetido a outras intervenções. No Einstein, passou por nova operação em 12 de setembro, para retirar aderências que obstruíam seu intestino delgado. Após ser eleito presidente, teve outra operação, em 28 de janeiro de 2019. Foram sete horas para retirar a bolsa de colostomia colocada após o atentado.

 Em 8 de setembro de 2019, novo procedimento: médicos corrigiram uma hérnia no abdômen, fruto das diversas incisões feitas na região. A última cirurgia foi em setembro de 2020, quando retirou um cálculo na bexiga.

Bolsonaro, que no início da pandemia se recusava a divulgar o resultado de seus exames para covid-19, admitiu ter sido infectado pelo coronavírus em 7 de julho do ano passado. “Começou domingo, com uma certa indisposição, se agravou na segunda-feira, com mal-estar, cansaço e febre de 38 graus”, disse o presidente, que defende o tratamento com remédios sem comprovação científica contra a doença. “A equipe médica decidiu dar hidroxicloroquina e azitromicina. Como acordo muito durante a noite, depois da meia-noite senti uma melhora, às 5 da manhã tomei a segunda dose e estou me sentindo bem”, disse Bolsonaro. Após 19 dias de isolamento social, o presidente anunciou a cura em 25 de julho.

No dia 3 de julho deste ano, Bolsonaro começou a soluçar em seus discursos. Aos apoiadores que o recebem em frente ao palácio, ele atribuiu os soluços aos medicamentos que tomava após um implante dentário. Sete dias depois, Bolsonaro precisou deixar um jantar com empresários após um mal-estar. Naquele mesmo dia, os soluços atrapalharam seu discurso. Hoje, deu entrada no hospital militar para investigar a origem da crise. O cirurgião Antônio Luiz Macedo, que operou Bolsonaro em 2018, foi chamado. Nas redes sociais, o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, informou que o presidente “está bem” e vai ficar “apenas em observação”.

Uol

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