Serra da Capivara ganha destaque na Folha de São Paulo como “Arte e tecnologia se completam”

Do alto do Parque Nacional da Serra da Capivara, no sul do Piauí, o que se vê, além de uma longa extensão de montanhas, é a vegetação da caatinga dividindo espaço com cânions e paredões de pedra.

A formação mais conhecida é o Boqueirão da Pedra Furada. O buraco aberto pela ação da natureza chama a atenção, mas o destaque está centenas de metros mato adentro.

Serra da Capivara (Folha de S. Paulo)

No boqueirão (fenda profunda) há vestígios da arte e da cultura dos povos que começaram a habitar a região há 12 mil anos.

Na parte de dentro, passarelas de metal erguidas sobre escavações arqueológicas levam para perto de um paredão com cerca de cem metros de altura coberto por desenhos.

A cada passo, uma nova pintura. Há representações de rituais, de sexo, de partos, de animais gigantes e de caçadas.

As cores se mesclam. Além do vermelho, mais comum, há azul e branco. As datações dos vestígios também se misturam: habitantes de 2.000 anos atrás incrementaram desenhos iniciados por seus antepassados, milhares de anos antes.

O Boqueirão da Pedra Furada é o mais acessível e mais famoso dos mais de 1.300 sítios arqueológicos localizados na reserva. A maioria, 950, tem pinturas rupestres (204 estão abertos a visitação de turistas e 17 deles são acessíveis a pessoas com deficiência).

Fundado em 1979 a partir dos esforços da arqueóloga brasileira Niéde Guidon, o Parque Nacional da Serra da Capivara ocupa 91,8 mil hectares, entre as cidades de Canto do Buriti, Coronel José Dias, São João do Piauí e São Raimundo Nonato, no Piauí. Em 1991, foi nomeado pela Unesco de Patrimônio Mundial da Humanidade. A entrada é gratuita.

Com 32 mil habitantes, São Raimundo Nonato é a melhor opção de base. A cidade tem hospedagens simples e restaurantes de comida típica (procure a galinhada com pirão de mulher parida, feito com o caldo da galinhada).

Para conferir a matéria completa, clique aqui.

Fonte: Folha de São Paulo

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