Vacinas para grávidas e recém-nascidos estão faltando em Picos e região

Vacinas contra febre amarela, BCG e DTPA estão em falta nos posto de saúde de Picos e outras cidades da região. Não há previsão para a chegada de doses na cidade para DTPA e BCG. A vacina DTPA (Tríplice Bacteriana) é recomendada para grávidas após a 20ª semana de gestação para a proteção dela e do bebê contra a coqueluche, e deve complementar a vacinação contra tétano.

De acordo com Mariana Fontes, supervisora de imunização da Secretaria de Saúde de Picos, a vacina BCG falta em todo Estado. A provável chegada de lotes dessa vacina já virá com uma quantidade de 76% a menos. Ainda segundo a supervisora, o corte da quantidade de doses é por conta da validade da vacina, pois quando aberta só tem validade de 6 horas. Como o frasco de 20 doses só eram vacinados cinco crianças.

A supervisora comenta também que o município está enfrentando falta de seringas para a BCG. Por ser muito específica e a mais superficial das injeções, sendo aplicada na camada entre a derme e o tecido subcutâneo, cerca de 2mm abaixo da área externa da pele, tem que se enviada pelo Governo do Estado. Eram enviadas uma média de 1000 seringas, sendo que 600 para o Hospital Regional de Picos – HRJL e 400 para o município. Mês passado apenas 94 seringas foram recebidas.

Os gargalos
Segundo o presidente do departamento Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri, há várias etapas na produção das vacinas, e no caso do nosso país, é agravado pela burocracia.

No caso da BCG, ela é importada da Índia, há também fiscalização alfandegária, inspeções sanitárias, certificações, além de todo o transporte e armazenamento exigido.

O que diz o Governo
O Ministério da Saúde afirmou em nota que a pentavalente é importada e, por isso, precisa passar também pela análise do INCQS antes da distribuição. Ainda segundo a pasta, os estoques do país serão regularizados na próxima semana, com o envio de mais 475 mil doses para os Estados.

Já a Fiocruz ratificou que está cumprindo os prazos de análise da pentavalente e, que inclusive, intensificou o volume de trabalho à pedido do ministério.

Já em relação à DTPA, o ministério disse que “a distribuição foi reduzida devido a um problema de excursão de temperatura nas doses (variação de temperatura no transporte para o Brasil)”.

Em todos os casos, o órgão federal recomenda que municípios façam o agendamento das aplicações para otimizar o aproveitamento das doses.

Fonte: Riachão Net

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