47% vão frequentar menos restaurantes e bares após a pandemia

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Um levantamento aprofundado, que mapeia a visão da população sobre os temas que impactam o Brasil, nomeado Observatório Febraban, foi lançado nesta sexta-feira, 12 de junho.

A iniciativa é parte de uma série de medidas da Febraban para ampliar a aproximação dos bancos com a população e a economia real, de forma cada vez mais transparente.

“Nessa primeira pesquisa, o Observatório Febraban procurou identificar como as pessoas, na retomada das atividades, estão aos poucos superando medos e incertezas, dispostas a adquirir bens e serviços, a realizar seus sonhos antigos e também os novos que surgiram durante essa experiência inimaginável”, afirma o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe.

Entre outros dados, o estudo identificou que:

• 45% dos entrevistados afirmam que irão dedicar mais tempo à família e aos filhos;

• 30% pretendem aumentar as compras feitas via e-commerce;

• 28% planejam usar mais os serviços de delivery;

• 27% querem aumentar o trabalho na modalidade home office;

• 37% preveem, por outro lado, diminuir suas viagens – o que pode indicar receio de contaminação pela Covid-19.

O Observatório também mostra que existe otimismo entre a população bancarizada brasileira sobre a perspectiva de retomada financeira individual e familiar. Quase a metade – 49% – dos entrevistados acredita que suas finanças voltarão ao patamar de antes da pandemia em até 1 ano – dentre os quais 21% apostam que a retomada poderá se dar ainda mais rápida, em até seis meses.

Esses indicadores otimistas também se revelam em uma série de intenções de consumo – “uma pista de que existe uma demanda reprimida, que pode ajudar em uma recuperação mais rápida da economia”, afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban.

A pesquisa mostra que, por exemplo:

• 58% dos entrevistados pretendem manter ou aumentar seu volume de compras;

• 60% também querem manter ou elevar seu uso do cartão de crédito;

• 15% planejam usar crédito bancário na compra de material de construção para reformar seu imóvel;

• 15% têm intenção de financiar a compra de imóveis, apontando o potencial desse mercado;

• 14% dizem também que irão contratar financiamento para adquirir carros e motos

O levantamento vai além e mostra que há boas perspectivas para o comércio. Existe, por exemplo, intenção de manter ou aumentar a frequência aos supermercados em 78% dos pesquisados. Outros negócios também registram intenções elevadas de continuar ou elevar a frequência, como salões de beleza (66%), comércio de rua (55%), bares e restaurantes (47%) e shoppings (47%). “Sinal que pode haver um respiro a caminho dos varejistas”, complementa Isaac Sidney.

Realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) – uma das instituições mais respeitadas do setor, com 35 anos de atuação em estudos de mercado e de opinião pública -, a primeira edição do novo Observatório Febraban ouviu amostra de mil pessoas representativa da população adulta bancarizada, de todas as regiões do País, entre os dias 1º e 3 de junho.

Fonte: Febraban

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