Da casa de luxo à prisão, ex-garçom acusado de montar pirâmide financeira está em cadeia em Bangu

Acostumado a ter nos últimos anos uma vida abastada, com muito luxo e riqueza, desde o último sábado o ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, de 38 anos, está na Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo de Gericinó, em Bangu. Ele foi preso pela Polícia Federal (PF) na última quarta-feira, acusado de liderar uma organização criminosa que movimentou bilhões em esquema de pirâmide. Durante 15 dias, o empresário só poderá receber visita de seus advogados, medida adotada para quarentena em decorrência da Covid-19. Essa penitenciária é usada para abrigar detentos que foram presos em operações da PF.

Em quase seis anos, Glaidson movimentou R$ 38 bilhões. Os dados de maio de 2015 a novembro de 2021 constam em documento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) citados no relatório do Ministério Público Federal (MPF) e da PF, no qual a prisão foi pedida à Justiça Federal.

No Ferreira de Souza, também estão traficantes internacionais de drogas. Glaidson estava na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, até a última sexta-feira. Após o juiz federal Vitor Barbosa Valpuesta, da 3ª Vara Federal Criminal, manter a prisão preventiva do empresário, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) o transferiu. Além dele, a Justiça também mandou prender outras oito pessoas. Entre elas, a venezuelana Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, mulher do empresário.

Mirelis Zerpa, que segundo a Polícia Federal está em Miami com um visto de estudante, está na difusão vermelha da Interpol como foragida. Ambos são acusados de chefiar um esquema de fraudes ao sistema financeiro nacional utilizando-se de aplicações em criptomoedas sem possuir autorização.

Já o casal Tunay Pereira Lima e Márcia Pinto dos Anjos, presos em São Paulo, estão detidos na capital paulista. A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo ainda não informou em que cadeias eles estão.

O empresário Guilherme Silva de Almeida, sócio de Glaidson, e o trader Arthur dos Santos Leite, que também foram presos na Operação Kryptos, ganharam a liberdade na última sexta-feira por decisão do juiz da 3ª Vara Federal Criminal. Durante a ação, os agentes apreenderam 591 bitcoins, equivalente a R$ 147 milhões na cotação do dia da ação, e R$ 15,3 milhões em espécie.

Até o mês passado, Mirelis e Glaidson moravam em uma residência de luxo no Condomínio Moringa, no bairro Braga, em Cabo Frio. Segundo a PF, a casa do empresário é avaliada em R$ 9 milhões. Em 2015, ele morava em uma casa simples na Praia do Siqueira, também no município da Região dos Lagos.

Na operação de busca e apreensão, os agentes ainda recolheram 21 carros de luxo. Entre os veículos há esportivos, conversíveis e os utilitários SUVs. Os automóveis foram encontrados em endereços nas cidades do Rio de Janeiro e de Cabo Frio. Os agentes apreenderam modelos de marcas como Land Rover, Mercedes-Benz, Audi, Mitsubishi e Corvette. Todas seriam de Glaidson.

Fonte O Globo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *