Em vídeo, poeta picoense manifesta sentimento de tristeza ao passar festa de São João sozinho

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O mês junino é alegre, festivo, é tempo de São João! No entanto, neste ano, com a pandemia da Covid-19, as tradicionais festas juninas, quadrilhas, silenciaram. O poeta picoense, Gualberto de Barros Santos, em uma poesia declamada em vídeo, manifesta a tristeza do sertanejo ao passar o São João sozinho.

O poeta, animador e organizador de quadrilhas matutas, destaca que respira a cultura junina, paixão que começou ainda na infância. Porém, em 2020, viu essa tradição enfraquecer, onde as pessoas deixaram o gesto de acender a fogueira de lado.

“Na cultura nordestina, uma que abraço com mais carinho, com mais apreço trata-se das Festas de São João. Nos primeiros anos só dançava, agora organizo, grito, desenho passos, o que chamamos de animador, mentor. É com muita tristeza que vemos o momento que a sociedade mundial vive, especialmente o Nordeste brasileiro, onde vivemos um momento muito triste pela pandemia que ceifa muitas vidas e pela perda das raízes culturais. Há 10 anos faço fogueira, esse ano muito triste, as pessoas não se dispuseram a acender a fogueira, criticam, porém não deixei a quentura das festas juninas de lado”, frisou o poeta.

Poeta Gualberto Barros

Confira a poesia!

Gualberto enfatizou que continua com o espírito junino forte e que pretende levar essa cultura para as comunidades.

“Algumas de minhas quadrilhas cresceram, participamos de festivais, no estilo matuto, simples, a tradicional. Meu intuito é levar quadrilha para onde não tem”, concluiu.

Gualberto de Barros Santos que é natural do Povoado Malhada, em Bocaina, mas reside há 30 anos em Picos, se considerando picoense. Na noite desta terça-feira, 23 de junho, o poeta acendeu sua fogueira em frente a sua residencia, localizada na Rua São Vicente, Bairro SãoVicente/Bomba, local que gravou o vídeo.

folha atual

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