Erika e o poder da educação: conheça a “Menina professora” de apenas 12 anos

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Conheça a história da ‘professora Erika’, uma menina de apenas 12 anos, que apesar de viver na extrema pobreza em Coelho Neto (MA), criou uma escolinha para ajudar os outros meninos que como ela tiveram poucas oportunidades na vida.

A menina conheceu os educadores da Escola Casa Meio Norte que desenvolveram no Piauí o projeto de alfabetização borboleta, uma referência na educação infantil no país.

A pequena Erika, de 12 anos, encanta o país com inteligência, ousadia e simplicidade. Em meio às dificuldades da vida, ela mostra que a educação é a chave para abrir as portas das oportunidades. “Toda criança tem o direito de estudar e de brincar. E mesmo que você tenha um papel de adulto, saiba que você nunca deixará de ser criança”, diz a pequena em um dos vídeos.

Crédito: Rede Meio Norte.

A família da menina sobrevive do lixo. E foi dele que a pequena construiu uma escola. Com carteiras, livros e cadernos achados no lixo, ela aprendeu e multiplicou aos coleguinhas que viraram seus alunos. “Eu via muitas crianças correndo no sol quente, sem ter uma leitura ou apoio. Então fique com medo deles não estudarem e não saírem dessa vida. Então uma escolinha limpa e ventilada mostra que o sonho não é impossível”, revela à reportagem do Grupo Meio Norte.

A visita da comitiva da Casa Meio Norte, que alavanca o potencial de alfabetização das crianças através do Projeto Borboleta, que hoje abrange 10 municípios do Piauí a partir da iniciativa da escola, foi motivada pela esperança que Érika transborda em suas produções. A ideia é dar todo o apoio pedagógico para que ela continue com a escolinha que construiu. “Eu sempre tive o sonho da Erika, de ser professora. Então ser professora na Casa Meio Norte permitiu que várias crianças como ela podem alcançar o sonho que quiserem. O sonho da Erika foi meu, da professora Teresa, da professora Osana. Hoje somos apaixonadas pela escola pública”, revela Ruthnéia Lima, diretora da instituição.

Ruthnéia e Erika. Crédito: Rede Meio Norte.

O trabalho de Erika começou no auge da pandemia e chamou a atenção da Prefeitura Municipal de Coelho Neto, que prometeu reconstruir a casa da menina, que estava era de taipa e estava próxima de desabar. “Vamos orientar a Erika e estar junto com ela com os materiais escolares. Vamos trazer para ela uma notebook para ela estudar, pesquisar e se aperfeiçoar. Ela é fruto da escola pública, a Escola São Benedito. Ela é possível. É capaz de despertar talentos. O mundo ainda tem jeito. Mesmo em uma pandemia, a extrema pobreza não vai superar a educação”, finaliza Ruthnéia.

Fonte: Meio Norte

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