Governo resgata família com brasileiro no Afeganistão

governo federal conseguiu resgatar um brasileiro e sua família em Cabul, capital do Afeganistão. O grupo chegou nesta sexta-feira (27) a Madri, na Espanha.

De acordo com o Itamaraty, há cinco cidadãos brasileiros identificados no país; destes, dois haviam solicitado ajuda para deixar o Afeganistão -que, nos últimos dias, viu a volta ao poder do Talibã, uma conturbada retirada de tropas ocidentais e um atentado que matou ao menos 180 pessoas.

“Como resultado dos esforços diplomáticos realizados, foi possível resgatar um brasileiro, que chegou hoje a Madri acompanhado de seus familiares. Todos estão em boas condições de saúde”, informa a nota do Ministério das Relações Exteriores.

“O Itamaraty permanece em intensa articulação com países atuantes na região para viabilizar a pronta retirada do cidadão ainda localizado em território afegão, bem como de seus familiares.”
Segundo interlocutores da pasta, o grupo que chegou nesta sexta-feira a Madri conta com um afegão naturalizado brasileiro e cinco parentes.

No último dia 19, o jornal Folha de S.Paulo revelou que o Brasil já buscava vaga em voos humanitários para conseguir resgatar brasileiros que pediram ajuda para deixar o país após a tomada do poder pelo Talibã.

A retirada das famílias ocorre em meio a um cenário de caos no Afeganistão, após os atentados no aeroporto de Cabul. Até o momento, não há registros de brasileiros entre feridos e vítimas nas explosões, reivindicadas pelo Estado Islâmico Khorasan, braço afegão do EI e inimigo do grupo que tomou o poder no Afeganistão.

O governo brasileiro, em nota, condenou “nos mais fortes termos” os atentados. “Resultaram em feridos e mortos e põem em risco as operações de evacuação e de ajuda humanitária em curso”, disse a pasta. O Itamaraty pediu ainda que seja garantida a proteção dos civis, o acesso à ajuda humanitária e o respeito aos direitos humanos.

O presidente dos EUA, Joe Biden, prometeu vingança contra os autores do atentado, e já começou a compartilhar informações de inteligência com o até agora rival Talibã para evitar novos ataques.

Segundo o porta-voz do Pentágono, John Kirby, o país “está preparado e espera novos ataques”.

O jornal Folha de S.Paulo mostrou que o Brasil facilitou o processo de pedido de refúgio para afegãos que queiram vir ao país fugindo do grupo fundamentalista e estuda conceder visto humanitário, a exemplo do que fez com sírios que fogem da guerra civil.

Hoje, são poucos os refugiados afegãos em território brasileiro: 162 já reconhecidos e 49 com processos em andamento, segundo dados atualizados do Ministério da Justiça.

Espera-se agora um aumento no número de cidadãos que saem do Afeganistão, e o Brasil pode ser uma opção a algumas delas, especialmente às que já têm parentes ou conhecidos por aqui.
Milhares de afegãos que temem o novo regime do grupo fundamentalista se amontoaram no aeroporto de Cabul nos últimos dias em busca de sair do país –em episódios que resultaram em mortos e feridos.

No último dia 16, o governo Jair Bolsonaro havia divulgado uma nota na qual expressou “profunda preocupação com a deterioração da situação no Afeganistão e as graves violações dos direitos humanos” em razão da conquista de poder pelo Talibã.

No comunicado, a pasta informou que não tinha registro de brasileiros morando ou em trânsito no Afeganistão. O Brasil não tem embaixada no país hoje.

A missão diplomática responsável por tratar de temas relacionados ao Afeganistão é a de Islamabad, no Paquistão.

Fonte: Folhapress

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