Lucy Soares revela que Firmino Filho tinha depressão e fala sobre os últimos momentos

Dois meses da morte do ex-prefeito de Teresina, Firmino Filho, a viúva e deputada estadual, Lucy Soares, confirmou nesta quinta-feira (24) que pediu a quebra do sigilo do inquérito que investiga a morte do marido.

Lucy esclareceu que o sigilo da investigação foi um pedido “unilateral da justiça” e que a família não foi comunicada de que a investigação não poderia ser divulgada.

“Não houve um pedido da família para o sigilo, foi uma decisão unilateral. Não tem motivo para manter em sigilo. A população precisa tomar conhecimento”, disse a deputada. Para a família, Firmino Filho cometeu o suicídio, vítima da depressão.

Depressão

A viúva confirmou que Firmino Filho sofria de depressão e que estava tomando medicamentos. Ela revelou que tomou conhecimento essa semana que Firmino Filho tinha pedido licença do Tribunal de Contas da União (TCU) para fazer tratamento. Uma funcionária do TCU confirmou que ele oficializou o pedido de licença médica.

Ainda abalada com a morte do marido, Lucy Soares recebeu equipe da TV e portal Cidadeverde.com em seu apartamento na zona Leste de Teresina.

Pior dia de nossas vidas

No dia 6 de abril, Lucy contou que estava em casa quando recebeu uma amiga, que falou da morte de Firmino. Lucy disse que no primeiro momento, ela achava que tinha sido um crime ou um infarto fulminante.

“Foi o pior dia de nossas vidas. Eu achava que era fake news”. Ela disse que estava em casa esperando para almoçar com ele quando soube do seu falecimento.  A filha Bárbara que fez o reconhecimento do pai.

“É tanta dor que não se sabe de onde vem, só sabe quem sente e perde uma pessoa querida de forma tão trágica”, disse.

Não conseguia lê, nem assistir TV

Firmino Filho sempre foi tímido, mas ano passado iniciou um processo de extrema resiliência, não conseguia lê, assistir televisão e estava muito triste, segundo relevou Lucy Soares.

Alerta sobre a doença

Lucy disse que Firmino Filho contou que estava com depressão, mas ela achava que era passageiro. Durante a entrevista, a viúva faz um apelo para que as pessoas com depressão que busquem ajuda dos profissionais de saúde. Ela contou que desde a campanha eleitoral, Firmino estava tristonho.

“Certa vez liguei para ele durante a campanha eleitoral, e ele disse que estava sem força. Ele estava triste, não era Firmino”.
Ela crê que ele não pediu ajuda com medo das pessoas usarem contra ele.  “É uma doença silenciosa, um tabu, há muito preconceito”.

Campanha de ódio

Lucy revela que Firmino Filho era alvo constante de campanha de ódio. Após a morte do marido, ela passou o sofrer ataques.

“Isso incomodou. É falta de empatia. Não se sabe a dor de uma família que perde uma pessoa de forma tão trágica. É uma dor imensa. Isso me incomodou, mas vou cuidar da minha família. Agora sou pai e mãe”, disse.

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Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com

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