Mãe aos 17 e avó aos 36 anos, executiva de vendas relata desafios: ‘Não foi fácil’

0
217

Para boa parte das pessoas, se tornar avô ou avó costuma acontecer no mais tardar da vida. Mas, não foi o aconteceu com a executiva de vendas Cláudia Lima. Aos 17 anos, ela foi mãe, e aos 36 anos foi avó. Mesmo com as dificuldades, Cláudia conseguiu conciliar os estudos, o trabalho e ainda ter muita dedicação na criação de sua filha e neta. Hoje, aos 38 anos, ela comemora as conquistas e comemora o Dia dos Avós ao lado da netinha, convivendo com a surpresa das pessoas ao vê-la avó tão jovem.

“Sempre que andamos juntos, quando digo que sou mãe da Holga e avó da Moa, é sempre muito engraçado, todos perguntam, ‘nossa, você é avó?’. Sim, sou avó, mas é uma experiência incrível”, diz Cláudia.

Após ter sua filha na adolescência, seu companheiro e pai de Holga faleceu. Apesar da perda precoce do marido, Cláudia contou que continuou os estudos e conseguiu concluir dois cursos de graduação: administração e ciências contábeis.

“Não foi fácil. Eu tive que deixar a minha vida pessoal de lado para que eu conseguisse o que queria para mim. Então, eu consegui estudar, trabalhar, me qualifiquei. Eu me encontrei na administração, na área de vendas e deixei a contabilidade de lado”, relatou.

A sua filha Holga também se deparou com a maternidade bem jovem. Aos 18 anos, ela engravidou e deu à luz Moa, que hoje tem dois anos de idade. Cláudia disse ao G1 que, no primeiro momento, ficou preocupada. Mas, logo entendeu que sua filha também conseguiria superar os obstáculos assim como ela.

Holga, Moa e Cláudia durante uma viagem em família — Foto: Arquivo Pessoal /Cláudia Lima

Holga, Moa e Cláudia durante uma viagem em família — Foto: Arquivo Pessoal /Cláudia Lima

“Eu fiquei um pouco preocupada com o futuro dela, em relação aos estudos e aos empregos. Porém, como eu tive a experiência e que não foi fácil, mas eu consegui estudar, trabalhar e viajar, depois eu relaxei. E quando a minha neta chegou foi uma alegria, porque não tínhamos mais criança na família”, comentou.

Hoje, Holga, assim como a mãe, faz o curso de administração na Universidade Federal do Piauí (UFPI) e marketing em uma faculdade particular. Mesmo em casas diferentes, ainda assim mãe e filha moram perto uma da outra. Por não ser do grupo de risco, Cláudia comemora pode encontrar a filha e a neta e comemorar o Dia dos Avós perto das duas.

“Nesse tempo de pandemia, sem poder visitar nossos avós, porque os idosos são do grupo de risco, eu sou privilegiada com a Moa, porque como não faço parte do grupo de risco, posso estar com minha neta. Agora, é uma prova de amor não estar perto dos nossos avós, mas é muito importante demonstrar o amor que temos por eles”, disse ela.

G1 Pi

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here