Pesquisadora explica vacina contra Covid que será testada em voluntários no Brasil

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A vacina contra a Covid-19, que está sendo desenvolvida na Universidade de Oxford, no Reino Unido, será testada nos próximos dias em voluntários no Brasil. Em entrevista ao Notícia da Manhã, a pesquisadora Lily Yin Weckx, que comanda os estudos no país, disse que o Brasil foi escolhido porque está em uma curva ascendente de infecção, o que pode favorecer os estudos. Das mais de 70 vacinas em desenvolvimento no mundo, essa é a que se encontra em estágio mais avançado. Os centros de pesquisa vão estar localizados em São Paulo e Rio de Janeiro e os voluntários devem ser dessas regiões.

“O Brasil tem um imporante parque industrial de vacina. Associado a isso, nós estamos em um momemnto epidemiológico muito ruim porque temos uma circulação intensa do vírus. Entretanto, essa condição é  propícia para conduzir estudos de eficácia, porque se eu quero saber se uma vacina protege ou não, preciso de um ambiente que esteja circulando o vírus. Infelizmente por isso, o Brasil também foi escolhido”, explica Weckx que é a principal investigadora no Brasil para os estudos da vacina de Oxford.

Ela explica que o propósito da vacina é formar anticorpos para não deixar o vírus entrar na célula.

“O primeiro passo é fazer uma sorologia para saber se a pessoa já foi infectada ou n ou se ainda é soro negativa e suscetível à doença. Assim, a gente faz a sorologia e aquele soro negativo pode participar do estudo. Idade entre 18 a 55 anos. Daí a vacina é aplicada. Um grupo vai receber a vacina Covid candidata e o outro, grupo controle, vai receber uma vacina meningocócica ACWY. Então, o indíviduo que entra na pesquisa, não sabe em que grupo vai ficar. Isso nos dá dados muito confiáveis da evolução do acompanhamento do participante. A partir daí, nós vamos acompanhar todos e ver quem teve ou quem não teve Covid durante um ano de segmento. Com isto podemos comparar a pessoa que recebeu a vacina Covid, se vai ter menos casos de doença do aquele que não recebeu a vacina”, explica a pesquisadora.

Lily Yin Weckx diz que a vacina tem se mostrado segura e  imunogênica (produz anticorpos contra a Covid).

“Estamos na fase de avaliar de quanto essa vacina protege contra a doença. Nossa expectativa é ver quanto ela protege, qual a porcentagem de pessoas que vão ficar protegidas com essa vacinação. Espero que seja uma vacina que funcione muito bem. Mas em se tratando de um estudo científico, eu não quero forçar a barra para nenhum lado. Por isso, nós temos um grupo controle que vai nos dá quem em realmente a vacina protegeu”, concluiu a pesquisadora.

Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

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